Ah, o Natal! Nessa época eu fico sentimental (sic), emotivo (sic), cheio de esperança (sic) e com um soluço (sic) filho da puta por causa dos drinks de fim de ano (sic).

Por isso, para comemorar esta data tão chá-com-pão, fiquem com este post especial: um álbum que os Beatles gravavam para seus fã-clubes na década de 60.

A gente se vê de volta em 2010. E, antes de fechar o boteco, gostaria de agradecer a todo mundo que passou por aqui. Valeu Patsy, Fabricio, Plínio e André pelo apoio. Valeu, Lili por ter aceitado o convite e participar desta bodega.

Chefia, traz a conta!

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Falar sobre Jimi Hendrix é chover no molhado. Nem vou me esforçar.

Agora faz uma forcinha e baixa esse álbum: uma jam session de 1969.

Toma que é bom.

Ouça aqui.


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Jello Biafra é o ex-vocalista do Dead Kennedys. Após o fim da banda, Jello participou de diversos projetos musicais próprios e de outras bandas como The Offspring e Brujeria.

Audacity of Hype é o álbum de estreia com sua nova banda, a The Guantanamo School of Medicine. O nome (e a capa do álbum também) é uma sátira ao The Audacity of Hope, segundo livro de Obama.

Pouca gente sabe, mas ele é tão engajado politicamente que chegou a se candidatar a prefeito de São Francisco e ficou em quarto lugar entre dez candidatos.

Toma que é bom.

Ouça aqui.


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dAdA RAdiO



Atendendo a um pedido do Beto e dando sequência ao nosso singelo manifesto por uma cultura livre e sem amolação por parte de empresas predatórias que perderam o seu filão, segue a indicação, não de um álbum ou banda, mas de um site bem batuta.


DadA RadiO – por uma cultura aberta em rede
De coração: vale a pena acessar. O espaço é licenciado pelo Creative Commons, o que significa que podemos copiar, distribuir, exibir e executar a obra sem alterar o seu conteúdo.

Além de divulgar o trabalho de artistas e promover encontros, debates e até festas, a Dada Radio tem uma série de podcasts dedicados ao electrojazz e à eletroacústica que são incríveis. Só coisa fina, categoria mesmo. Os fundadores da rádio capricham no playlist, apresentam um sem número de sons novos e mostram antigos que são de chorar.

Muito groove, batidas eletrônicas, percussões, metais e experimentalismos.


Negada, bookmark it!


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Rubin Steiner | Wunderbar Drei

















O último post da Lili me fez pensar em algumas coisas sobre o porque tive vontade de montar o Fubeca. Nunca achei justo eu ouvir um monte de bandas e artistas novos e não ter com quem compartilhar.

Mas, fazer um blog de música para as pessoas experimentarem, conhecerem coisas novas (e outras não tão novas assim) parece fácil, mas não é. Não é um projeto de foguete, mas tem suas complicações. Em primeiro lugar a gente não ganha nada com isso. Nada mesmo. Nem o bagulho do Google para fazer dinheiro com propaganda a gente colocou. Propaganda não dá dinheiro. Daí você me diz que o reconhecimento vale a pena. E eu retruco: um ou outro visitante que passa deixa um comentário ou agradecimento, mas como alguns são de outros países, eu duvido que saibam sequer o que está escrito nas linhas. Sendo justo, para o reconhecimento não ficar no zero alguns amigos elogiam pessoalmente.

Em segundo e muito mais importante do que o primeiro é a perseguição da DMCA e de outros órgãos (peguem no meu) de fiscalização ao compartilhamento paralelo e genérico de arquivos (eu tucanei o nome correto de propósito). Esse tipo de empresa que defende um formato arcaico de negócios é o mesmo que não entende que a maioria das pessoas nunca mais vai comprar um CD do Stevie Ray Vaughan ou de outro artista que mal conhece por 90 pilas.

Na real, a maioria das pessoas nunca mais vai comprar um CD, mas a maioria das pessoas que gosta e entende de música não vai deixar de comprar um CD do Howlin' Wolf com qualidade superior ao MP3 ou pagar por um DVD triplo do The Who. Ou até mesmo um ingresso para ver o show do PUTS - uma parada que eles nunca ouviram falar antes, mas baixaram o som e gostaram.

Sabe o que esse tipo de empresa faz? Se associa ao Google para tirar postagens do ar sem direito de resposta e sem aviso. E dá dor de cabeça, sabiam?

A única coisa que alivia essa dor é uma frase que eu li lá no NoData:
For the major labels, it's over. It's fucking over. You're going to burn to the fucking ground, and we're all going to dance around the fire.

Ou em bom português:
Para as grandes gravadoras, acabou.
Esta porra acabou. Vocês vão queimar até a porra do chão e todos nós vamos dançar ao redor do fogo.


Fiquem agora com Rubin Steiner, pseudônimo do francês Frédérick Landier que é conhecido por seu experimentalismo com música eletrônica e outros estilos musicais. Presente que a grande Lelê me deu em 2003.

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Brad Sucks é o projeto musical de um jovem canadense, Brad Turcotte. Ele abraçou a ideia do “do it yourself” e produz, divulga e distribui tudo o que faz.
Pra tirar uma grana, adotou o copyleft, o creative commons e usa como ninguém o movimento de cultura grátis que tanto apoiamos. Não é um megasucesso e está bem longe do mainstream, mas pra uma pessoa só, filhão, tá ótimo.

Tudo o que grava, está disponível pra download em seu site, inclusive alguns arquivos em open source pra uso de outros músicos. Ainda assim, Turcotte diz que ganhou dinheiro suficiente com direitos autorais por ter suas músicas tocadas na TV, em comerciais e em rádios universitárias. Pois é, gravadoras. Aprendam!

Não é a salvação da humanidade. É um cara O.K. que faz um som honesto. Na verdade, só coloquei aqui porque a faixa Making me nervous não há meio de sair da minha cabeça. Há dias não paro de ouvi-la e cantarolá-la. Não achei justo passar por isso sozinha.

Pensei em comparar Brad Sucks com Beck, mas acho que viajei. O cidadão meio que atirou pra todos os lados e fez um disco bem heterogêneo. Tipo quando fazemos experiência na escola e tentamos misturar água e óleo na aula de ciências, lembra?

O nome I don't know what I'm doing pro seu álbum de 2003 é bem apropriado. Algumas faixas são superpops e cheia de batidinhas eletrônicas, outras têm guitarras bem sujas, braço solto na bateria e vocal gritado, um quê de folk-country-balada também aparece em determinados momentos e, por fim, junta na bagaça um tiquinho assim de carimbó.

Ouve aí, negada. Esse o Blogger DMCA não vai derrubar. Enjoy.

Peace.


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Eu ando com preguiça de escrever aqui. Na verdade não é por vadiagem, mas é que eu não tenho ouvido nada de novo. Bem, a não ser meu projeto musical, mas essa é uma história que eu conto em 2010, tudo bem?

Bom, hoje está chovendo, eu me lembrei desse álbum filho-da-puta de tão bom de deus, digo Stevie Ray Vaughan. The Sky Is Crying, lançado em 91, foi o primeiro álbum póstumo de SRV em um trágico e inconsolável acidente de helicóptero em 90. No álbum dá para ver as influências musicais de Vaughan em três covers sensacionais: Little Wing do Jimi Hendrix, May I Have A Talk With You do Howlin' Wolf e Life By The Drop de Bernard Logan. Fora isso, a faixa-título e Boot Hill são inesquecíveis.

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Sporto Kantes | 3 At Last



Vamos atravessar o Atlântico, rumo à Cidade Luz. Oui, mon amour.


Sporto Kantes é um duo parisiense do qual eu tenho pouca ou nenhuma informação. Tropecei neles sem querer e achei bem batuta.

O álbum 3 at last é praticamente uma jam session. Muito jazz, hip hop, rockinho e sintetizadores na medida em um disco com claras influências culturais de toda a Europa.

A segunda faixa, Whistle, cantada com um inglês carregado e um assoviozinho que gruda, é uma graça. Há nela um quê de Fat Boy Slim. Música que deixa a gente alegre, saca? O vídeo tá aí embaixo. Igualmente divertido.

Coisa fina, negada. Enjoy.

Peace.




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Dia desses recebi uma mensagem do Coelho com um link para um vídeo do The Who tocando Real Me ao vivo no Royal Albert Hall em 2000 com o filho do Ringo, Zak Starkey. Surpreso? Não deveria, desde 1994, é ele quem assumiu o lugar do saudoso Keith Moon na batera.

Três anos depois, lançaram um DVD e um álbum triplo (!) deste show. Os discos um e dois foram gravados no dia com participações especiais de Paul Weller (The Jam), Eddie Vedder (Pearl Jam), Kelly Jones (Stereophonics) e Noel Gallagher (Oasis). Show foda demais. Daqueles que me fariam pegar um avião e ir até outro país só para ver.

O disco três traz quatro canções do último show da banda com o baixista John Entwistle, realizado em 2002. Ele morreu na véspera de um show em Las Vegas. Uma pena, ele era um puta baixista.

Um dos álbuns ao vivo mais incríveis. Parece que aquelas músicas da década de 60, 70 e 80 foram feitas ontem.

Toma que é bom porque eu vou tomar meus mojitos!

Ouça o álbum dividido em 3 partes: aqui, aqui e aqui.




Tem alguns vídeos aqui:

Real Me



Can't Explain


We Won't Get Fooled Again



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Ricardo Autobahn é produtor e compositor inglês que ficou conhecido por tocar no Spray e também no The Cuban Boys. O inglês fez uma música com vídeos que fizeram história.

Som muderno, descolado, com cara de gente jovem que vai pra pista de dançar. O que você pode baixar aqui não é um álbum, é o MP3 do vídeo que está abaixo e a versão instrumental.

We accept her, one of us, we accept her, one of us! Gooble gobble gooble gobble!

Dica do Fabiones.

Toma que é bom.

Ouça aqui.







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The Black Keys | Rubber Factory



The Black Keys, pra quem não sabe, não prestou atenção ou não se lembra, são os mentores intelectuais de Blakroc, (muito bem) falado logo aí abaixo. Uma vez que apresentei o projeto mais hip hop dos caras, nada mais justo do que mostrar também o seu som de origem: o bom e velho rock'n'roll.

E não é que os dois caras de Ohio mandam bem pra caraio? (bobona...) Eles se juntaram ainda ontem, no primeiro ano do século XXI, e têm uma maturidade sonora que impressiona. Bateria, guitarra, vocal e, por vezes, teclado. A influência é do blues e das músicas transbordam muito, mas muito Jimi Hendrix e James Brown.

Rubber Factory é o terceiro disco do The Black Keys e foi eleito pela crítica de sabe Deus onde como um dos 10 melhores álbuns de 2004. Rockão cru. Vale a pena ouvir. Mesmo.

Quer a indicação de uma faixa favorita? Girl is on my mind. Fodaça!

Rock'n'roll, negada! Enjoy.

Peace.


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Blakroc | Blakroc



A razão do meu apreço pelo hip hop é bem simples: o bagulho é foda demais, especialmente quando um monte de nego preza se junta pra fazer um som com o único objetivo de se divertir (e quem sabe até ganhar uma grana, não sejamos tão românticos). Blakroc é mais ou menos isso.

The Black Keys
, duo de rock de Ohio cheio de influências do blues, chamou alguns nomes de peso pra gravar um disco. Ainda que sejam dois branquelos, a dupla tem muita moral (por mais estranho que pareça para quem conhece o som da banda, eles foram “revelados” por Danger Mouse). Logo, todos aceitaram participar: Mos Def, RZA, Q-Tip, Pharoahe Monch, Ludacris, Raekwon, Nicole Wray e mais uma meia dúzia fazem parte do álbum que leva o mesmo nome do “projeto”. Incrível, não?

Guitarra e bateria deram um clima austero às rimas e o resultado não é um disco de pistinha, nem aquele monte de base programada e scratches mal feitos, mas um disco com música boa de verdade. 11 faixas gravadas em 11 dias.

O lançamento oficial de Blakroc está previsto pra 27 de novembro. Mas, pra variar, caiu na rede.

Então, negada, é peixe. Enjoy.

Peace.


Não se esqueça de ler os comentários.
Don't forget to read the comments.



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Dinosaur Jr. | Farm

















Farm é o nono e último álbum do Dinosaur Jr. Banda boa que todo mundo me falou e eu nunca tinha ouvido. Até macaco velho aprende coisa nova, né não? Eu não conheço nada dos caras, por isso não vou copiar e colar algum blá-blá-blá da Wikipedia. Se você quiser saber clique aqui. e veja o artigo que um dos espertalhões de lá escreveu. Feio é mentir.

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Ah, esse blog cheio de novidades, lançamentos, tendências, coisas mudernas...

É nessas horas que eu resolvo fuçar umas paradas antigas e trazer a primeira banda do baterista do Pearl Jam, Matt Cameron. A banda continua na ativa desde a década de 90 e tem sempre particpações especiais como Glenn Slater do The Walkabouts, Kim Thayil e Ben Shepherd do Soundgarden, Eddie Vedder do Pearl Jam e Josh Homme do Queens of the Stone Age. É, não é de hoje que é moda fazer banda com pessoas de outras bandas. Hehe.

É rock, é grunge dos anos 90, eu gosto e é honesto.

Toma que é bom.

Ouça aqui.


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Vampire Weekend | Vampire Weekend



Vampire Weekend é coisa meiga. Mistura de afro beat, indie rock e um lance meio praia. Som perfeito pros dias quentes de sol, trilha sonora da estrada rumo ao litoral.

O quarteto novaiorquino é o queridinho de blogueiros descolados desde 2006. Conquistaram espaço graças à internet e hoje estão com ingressos esgotados pros seus shows na Califórnia, Tóquio e Sidnei.

Do disco que leva o nome da banda, Cape Cod Kwassa Kwassa é minha canção favorita. Uma graça. Rimam Louis Vitton com reggaeton!

Delicinha de ouvir, do começo ao fim.

Vamos a la playa, negadinha. Enjoy.

Peace.


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Passava das 23h. Depois de umas cervejas e antes de dormir, fui dar uma checada nos e-mails. Estava lá desde às 22h05: “Them Crooked Vultures – Stream the full album now”.


Muita euforia. Fui uma das 300 primeiras pessoas a ouvi-lo. E agora está aqui. Recém saído do forno. Pelando de quente. De longe, o lançamento mais aguardado do ano é o MELHOR lançamento do ano.

Them Crooked Vultures é Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters), John Paul Jones (Led Zeppelin). O que mais eu posso dizer? É muito, mas muito mais do que uma banda com integrantes de outras bandas. É um encontro de gigantes.

Pesado, do caralho. Conseguiu me deixar sem palavras.

Negada... puta que pariu! Enjoy.

Peace.


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Pearl Jam | Backspacer



















A banda queridinha de 11 entre 10 mulheres cults que eram meninas na década de 90 está de volta. Lançado em setembro deste ano, Backspacer é o 9º álbum de estúdio do Pearl Jam.

Eu confesso que não sou fã do Eddie Vadder. Gosto apenas de Yeld (1998) e do Ten (1991) dos bons tempos das camisas de flanela amarradas na cintura, do cabelo comprido sujo e da falta de preocupação com o amanhã. Mas deixando de lado essas groselhas, Backspacer é bom. Got Some, The Fixer e Supresonic valem bem a pena.

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Yesterdays New Quintet é a banda de um cara só. Mas não um cara qualquer. “DJ first, producer second and MC last”. Modesto mesmo esse Madlib.

Abreviação de Mind Altering Demented Lessons In Beats e nascido Otis Jackson Jr., Madlib é um dos nomes mais frutíferos do hip hop. DJ, produtor e MC é pouco. O cidadão também é dono do selo Stones Throw, multi-instrumentista e um puta garimpeiro musical (de sons tupiniquins, inclusive).

YNQ é só um dos seus milhares de projetos e codinomes. Saca só: The Beat Konducta, Quasimoto, DJ Rels, Da Bad Kid, Ahmad Miller, Monk Hughes, Malik Flavors, Joe McDuphrey, Lootpack.

Não vou me alongar. Não mais do que de costume. Mas
digo: vale a pena conhecer Madlib.

Yesterdays Universe é de 2007 e tem a peculiaridade de apresentar ao público os integrantes da banda. Cada faixa é atribuída a um membro.

Vocês se
lembram quando eu disse que YNQ é uma banda de um homem só, certo? Pois é. Madlib é um doente musical de múltiplas personalidades. Funciona assim: ele entra em estúdio e toca, um de cada vez, todos os instrumentos. Na sequência, mixa e adiciona os samplers. Resultado: o melhor da fusão entre jazz, hip hop e abstracionismos sonoros.

Deleitem-se, negada. Enjoy.

Peace.




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Don't Give Me Names | Guano Apes



















Formada por Sandra Nasic (vocal), Henning Rümenapp (guitarra), Stefan Ude (baixo) e Dennis Poschwatta (bateria), o Guano Apes faz um rock alternativo com destaque para a voz de Sandra que consegue ser forte e agressiva sem deixar de ser suave e doce. Que droga, se eu continuar a escrever assim vou virar crítico da Folha.

Don't Give Me Names é o segundo álbum deles. O primeiro single Big In Japan é um cover do Alphaville, uma banda dos anos 60. No Speech, Living in a Lie e Dödel Up são outras faixas que eu gostei.

Álbum dica da Dani que me pediu para não contar que o amigo de um amigo dela não queria que ninguém mais conhecesse. Perdeu, preibói.

Ouça aqui.



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Black on Both Sides | Mos Def



E não é que ontem tive a melhor notícia musical do segundo semestre? Valeu, Pedrão. Você é o cara.


Todos os anos, o Indie Hip Hop traz pro Sesc Santo André a mais fina flor do rap alternativo. Já vieram pro festival pesos como Jurassic 5, De La Soul e Talib Kweli. O negócio não é fraco, jovens.

Em 2009, para meu mais completo deleite, a atração confirmada é o figura mais legal e preza das rimas. Sabe um cara pra ser brother? Pra sair, dar rolê e tomar umas geladas no bar? Pois é. Mos Def, negada! Mos Def! E exatamente um ano após Talib Kweli, seu parceiro no excelente e extinto duo Black Star, ter se apresentado no mesmo evento.

Caralho! Mos Def!

Não conhece? Duvido. Além de músico, o cara faz as vezes de ator. Com certeza você já o viu no Guia do Mochileiro das Galáxias, ou em 16 Quadras, ou no Rebobine, por favor. Manda muito no som. Manda muito na telona.

Já veio algumas vezes pra terra da Copa de 2014, mas nunca se apresentou pro “grande público”. Por isso, uma palavra: imperdível.

Black on both sides, de 1999, é o primeiro álbum do Mos Def. Hip hop de primeira, cheio de samplers e beats caprichados. A levada é pesada, mas a rima bem ritmada, consciência plena da música. Marca registrada do rapper de NY. O disco também conta com participações especiais de Busta Rhymes, Q-Tip, do próprio Talib Kweli e algumas surpresinhas sonoras. Incrível.

Esse vídeo ae é dos tempos de Black Star. Sente a qualidade.



O Indie Hip Hop acontece no começo de dezembro. Se bobear, perto do aniversário do Mos Def, dia 11.

Put your hands up in the air, negada. Enjoy.

Peace.


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People Under the Stairs | The Next Step



Domingo bom é assim. Sossego, batizado e almoço em família, Corinthians campeão no Winning Eleven com os primos e, pra arrematar, hip hop de primeira na companhia de um puta brother. Como diria Lou Reed, just a perfect day.


Pra compartilhar este atípico estado de alma sublime em plena segunda-feira, toma aí pra vocês mais um álbum do duo californiano People Under the Stairs, que ontem apavorou no Espaço +Soma, em São Paulo. Os caras esbanjaram empolgação, mandaram suas rimas no melhor estilo old school e animaram a pista com seus flows, beats dançantes e muito freestyle. Quem foi, aprovou.

Ah! The Next Step, de 1999, é o primeiro disco do PUTS.

Respect, negadinha. Enjoy.

Peace.


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The Roots of Guns N´Roses
é uma coletânea com algumas das músicas dos primeiros álbuns do Guns N´ Roses tocadas pelas bandas Hollywood Rose e L.A. Guns.

O álbum, produzido por Chris Weber (ex-guitarrista), tem várias demos. As cinco primeiras versões são originais, as cinco seguintes foram remixadas por Gilby Clarke (ex-guitarrista), e os cinco últimos foram remixadas por Fred Coury, (batera do Cinderella) que participou de uma turnê com o Guns, quando Steven Adler quebrou o pulso.

Vale a pena ouvir My Michelle, Anything Goes e Bitch is Back.

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Eu gosto desse som! Gabby Pahinui é um guitarrista havaiano que foi um dos responsáveis pelo renascimento da música havaiana.

Eu copiei esse álbum quando trabalhava numa produtora em 1999 ou 2000, não me lembro direito. Bom para pegar estrada e curtir na praia!

Toma que é bom.

Ouça aqui.


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The Head Cat | Fool's Paradise

















Pois é, tá mesmo na moda montar banda com integrantes de outras bandas. Depois de gravarem um tributo ao Elvis Presley, Swing Cats, A Special Tribute to Elvis, Lemmy (baixista do Motorhead), Slim Jim Phantom ( baterista do The Stray Cats) e Danny B. Harvey (guitarrista do Lonesome Spurs) resolveram continuar tocando clássico de Johnny Cash, Buddy Holly e Eddie Cochran e daí surgiu o Head Cat que faz um rock de crasse!

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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Um dos músicos mais importantes de blues, Chester Arthur Burnett, também conhecido por Howlin' Wolf ficou famoso por uivar durante os shows. Tudo isso muito antes do chato do Frank Aguiar.

Gravado em 1968, The Howlin' Wolf Album foi detestado pelo autor e a gravadora fez questão de colocar na capa.

Toma que é bom.

Ouça aqui.


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Danko Jones | Never Too Loud

















Dá desgosto falar sobre shows em São Paulo. Preços que ignoram a realidade, taxas de conveniência abusivas, meias-entradas, ingressos encontrados por mendigos em lixos, festivais que acontecem no mesmo dia. Parece que aqui é a capital nacional do entretenimento, mas estamos mais para Bobolândia.

Num desses festivais simultâneos você pode curtir o show do trio canadense Danko Jones. Formada por Danko Jones (guitarra e voz), John Calabrese (baixo) e Dan Cornelius (bateria), a banda tem estatus meio cult (pau no seu cult), mas até que é legal.

Toma que é bom.

Ouça aqui.



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People Under the Stairs | Carried Away



Ficar superpordentro dos superlançamentos e das supernovidades é superlegal. Mas nada como o bom e velho hip hop, pelo qual tenho um apreço infindável.


People Under the Stairs, carinhosamente conhecido como PUTS pelos seus mais entusiastas fãs, é um duo californiano de rap underground e sem o menor interesse de chegar ao mainstream, se isso significar a perda de sua originalidade e bom-humor.


Thes One, peruano de nascença, e Double K ficaram brothers no começo da década de 90 e logo formaram o PUTS. O primeiro álbum, The Next Step, saiu em 1998 e, a partir daí, foi um som melhor que o outro.


Samplers, beats, scratches, disco music e rimas de altíssima qualidade. São da escola de A Tribe Called Quest, Jurassic 5 e tantos outros petardos. É esse o padrão.


Carried Away é o sétimo disco da dupla e acabou de sair do forno. Lançamento oficial? Só amanhã, 13 de outubro (e não é que esse é mais um superlançamento?).


Demais. Pra dançar na pista cheia de talco, pra ouvir agitando só as mãos, pra curtir do começo ao fim.


E o melhor de tudo? Os dois vêm pro Brasil, a terra das Olimpíadas, logo menos. Isso ae. Na contramão dos grandes festivais e das disputas dos produtores manés, o People Under the Stairs fará 3 apresentações aqui na Terra da Garoa.


20/10 – Chocolate #Clash Club

24/10 – Espaço +Soma

25/10 – Espaço +Soma


Então, negada, podem se aquecer porque a balada vai ser boa. Enjoy.


Peace.



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Adivinha? Mais uma banda formada por membros de outras bandas. Pois é, negada, o troca troca está institucionalizado no mundinho da música.

A bola da vez é a sul-coreana Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs. A moçoila foi convidada pelo alucinado diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovitch, Sabotage – Beastie Boys, It’so quiet – Bjork, Adaptação etc.) pra compor e gravar a trilha sonora de seu novo filme, Where the wild things are.

No quesito juntar galera, Karen O não fez feio. Dá um bico: Brian Chase e Nick Zinner, colegas do Yeah Yeah Yeahs, Dean Fertita (Queens of the Stone Age, Dead Weather, Raconteurs), Jack Lawrence (Dead Weather, Raconteurs), Bradford Cox (Deerhunter), Aaron Hemphill (Liars), Greg Kurstin (The Bird and the Bee), Imaad Wasif (New Folk Implosion), Oscar Michel (Gris Gris) e, pra completar, um coral de crianças.


Ufa.


O resultado está bem cinematográfico, por assim dizer. Músicas que se parecem com contos de fadas, sons que vão num crescente e chegam a poderosos e apoteóticos clímax, vozezinhas infantis que amolecem o mais duro dos corações.

Uma graça, uma viagem. A jovem mandou bem.

Essa belezinha é pra vocês, negada. Enjoy.


Peace.


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Vitalic | Flashmob



Madre de Dios! Álbum novo do Vitalic. O segundo disco de estúdio do cara, o primeiro desde 2005. Quanta felicidade!

Pascal Arbez
, a.k.a. Vitalic, é o produtor de música eletrônica mais fodaço ever. Começou como um trombonista, até que ouviu Daft Punk lá atrás, nos idos anos 90. Foi então que o francês abraçou os beats programáveis e nunca mais os largou.


Flashmob foi lançado no dia 28 de setembro e segue a linha de OK Cowboy, o álbum anterior. Eletrônico pesado. Som de pista mesmo.

Quer ouvir um bem bolado de algumas faixas? Dá um bico nesse minimix, ação que faz parte dos “trabalhos” de lançamento do disco.

Esse é pra ouvir com o som no talo, negada. Enjoy.

Peace.


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AC/DC | High Voltage

















Ah, as férias. Nada como ficar uns dias na vadiagem. Pois é, e se não fossem essas férias, eu não iria comprar meus valoroso e indispensável ingresso para ver o fodástico show do AC/DC! Foram mais de 3 horas para ficar algumas centenas mais pobre, mas para ver uma locomotiva no palco e aquela guitarra valeu a pena. Aliás, sem-vergonhice da Fnac cobrar mais 50 pilas para vender lá e chamar de taxa de conveniência. Putaquiupariu, viu? Conveniente não foi.

Bom, deixando os organizadores (sic) de lado, High Voltage é o álbum de estreia da banda em 1976 (ele foi lançado antes na Austrália em 75). Apesar de ter vendido mais de 3 milhões de cópias só nos Estados Unidos, a crítica (incluindo a Rolling Stone) não curtiu muito. Bom, foda-se, quem escreve sobre música não entende nada mesmo. Só sabe quem gosta.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.



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